Edição 2 - Todas as Claudinhas do Mundo e DS... O Quê?
Essa HQ (ou História em Quadrinhos) foi criada para falar, de uma forma dinâmica e leve, sobre coisas importantes como amizade, sexualidade, relacionamento, inclusão, autoestima, escola, família, preconceito, respeito e participação juvenil (e talvez mais algumas outras coisinhas).
Este material surgiu no âmbito do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação em parceria com UNESCO, UNICEF e UNFPA.
Aids em Odontologia A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) foi reconhecida pela primeira vez em 1981 entre homossexuais nos EUA. O vírus HIV, causador da AIDS, foi identificado em 1983. Desde o início da epidemia, 30 milhões de pessoas já foram infectadas, e cerca de 7 milhões já morreram em decorrência dela.
Aproximadamente 42% das pessoas infectadas são mulheres e este número vem aumentando, sendo que a maioria dos recém-infectados tem idade inferior a 25 anos.
A AIDS é a última fase da infecção pelo HIV e se caracteriza por uma grave debilidade do sistema imunológico que é incapaz de deter infecções oportunistas e cânceres.
O Cirurgião-Dentista tem um papel importante no diagnóstico das manifestações bucais destas doenças, bem como o de proporcionar a estes pacientes melhor qualidade de vida.
ALGUMAS MANIFESTAÇÕES BUCAIS:
Candidíase: Devido à baixa imunidade pode aparecer de várias formas, sendo a mais freqüente observada como pontos avermelhados, localizados principalmente em palato (“céu da boca”), mucosa da bochecha e também na língua. Outras formas como a pseudomembranosa e a queilite angular (“lesão no canto da boca”) podem ser observadas, sendo bastante comum o aparecimento de mais de uma forma de Candidíase ao mesmo tempo.
Infecções Virais:
a) Herpes Simples: Há 2 tipos: Tipo I que são lesões bucais e tipo II que são lesões genitais e no ânus.Estas lesões podem vir acompanhadas de febre, cansaço, linfoadenopatia e dores musculares,semelhantes a um estado gripal.
As lesões do Herpes aparecem clinicamente como vesículas (bolhinhas) que estouram formando úlceras muito sensíveis e são mais severas e duradouras nos indivíduos infectados pelo HIV. A infecção herpética em pacientes com baixa imunidade sofre reativações mais frequentes, formando lesões maiores e de maior duração.
b) Leucoplasia Pilosa: São lesões que aparecem em bordos laterais de língua em forma de placas brancas e rugosas e são assintomáticas (sem dor).
c) Herpes Zoster: O diagnóstico também é clinico e laboratorial, sendo as lesões bucais vesiculares (bolhas) em palato (“céu da boca”) e costumam acompanhar o trajeto de um nervo sensitivo o que traz muito desconforto ao paciente.
d) Papiloma (HPV): São lesões que estão exacerbadas nos pacientes imunodeprimidos; clinicamente são lesões verrucóides. É uma lesão sexualmente transmitida e pode aparecer em mucosa bucal na forma de Condiloma.
Infecções Bacterianas:
a) Gengivite associada ao HIV: Caracteriza-se por sangramento gengival à sondagem na ausência de fatores locais. Está associada à destruição de plaquetas por anticorpos do próprio paciente.
b) Periodontite associada com necrose: Ocorre um quadro clinico extremamente agudo com exposição do tecido ósseo, podendo ocorrer até perda do mesmo. Não respondem da mesma maneira ao tratamento periodontal convencional sendo necessário controle químico de placa e medicação sistêmica.
Tumores Malignos
a) Sarcoma de Kaposi: É o mais comum dos TU associado a pacientes com AIDS. Mais comum no sexo masculino, aparecem clinicamente como lesões de coloração avermelhada ou arroxeada na pele, mucosas, gânglios e órgãos internos. São lesões normalmente assintomáticas (sem dor) e devem ser diagnosticadas por biópsia.
b) Linfomas: Representam a 2ª neoplasia em incidência nos pacientes com AIDS; ocorrem principalmente nas gengivas. Como via de regra os pacientes apresentam saúde bucal precária, com dentes em mau estado. Esta lesão pode ser confundida com abcesso dento-alveolar ou mesmo com doença periodontal (ósseo). O diagnóstico é estabelecido por biópsia da lesão.
c) Carcinoma Epidermóide: São lesões que podem aparecer em indivíduos com AIDS e tem como característica clinica acometer pacientes fora da faixa etária tradicional (acima dos 40 anos). O diagnóstico é estabelecido por biópsia e o tratamento é cirúrgico e ou radioterápico.
TRATAMENTO DOS PACIENTES COM AIDS:
O tratamento dos pacientes com HIV/AIDS deve levar em consideração o conjunto de cuidados como medicação, apoio psicológico e social, cuidados com o paciente terminal, atenção e orientação aos toxicômanos e programas para reduzir e evitar práticas de risco à infecção pelo HIV.
O "Nossas matérias" é escrito pelos Profissionais de Saúde da FIEB.
Quando olhamos a história do ser humano percebemos que as doenças nos acompanham desde os primórdios. Na Grécia Clássica a medicina já lutava contra algumas formas de infecções, vírus e principalmente a mortalidade infantil. A luta contra agentes causadores de mortalidade em massa sempre foi motivo de preocupação para os homens ligados às ciências. Hoje não poderia ser diferente.
Algumas doenças ainda desafiam a capacidade dos nossos cientistas, que muitas vezes esbarram em falta de consciência da população.
Sabemos que não podemos comer alimentos crus sem que estes sejam lavados em água potável corrente. Parece um assunto tão banal, tão largamente conhecido que pensamos que automaticamente a população não sofre mais desse mal. Grande engano. As doenças oriundas do saneamento básico ineficiente ainda matam no mundo todo. Um pouco mais nos países menos desenvolvidos. Justamente pela falta de informação.
A falta de informação pode matar.
Dia 1 de dezembro estaremos no Dia Mundial do Combate à AIDS. Quantas vezes ouvimos pessoas reclamando: “Não agüento mais ouvir falar desse assunto!”
Enquanto a AIDS for à terceira doença que mais mata no nosso país, perdendo somente para as doenças do coração e câncer, teremos que falar no assunto todos os dias, e lembrar que todos os dias a AIDS está fazendo vítimas, e que a próxima vítima pode estar mais próxima do que imaginamos.
A doença é contagiosa. O contágio é feito através relações sexuais sem proteção, uso de seringas e agulhas contaminadas, da mãe grávida para o bebê e etc.
O “etecétera” deve ser visto com muito cuidado... Temos que desenvolver em nós alguns hábitos, como quando vamos à manicure, levar nosso próprio alicate de cutícula ou certificar-se que existe esterilizador no salão, não usar aparelhos de barbear que outra pessoa tenha usado, prestar atenção no consultório médico e consultório dentário, e pense bem na tatuagem e piercing. O cuidado deve ser hábito não neurose. Assim como lavamos as mãos antes de tomar nossas refeições.
Questão... O que é mais fácil? Curar ou evitar? A decisão é sua. Meu convite é para evitar as doenças, só assim, com o controle é que conseguimos ficar em paz.
Você pode estar pensando: “não” esta matéria definitivamente não é pra mim!
Mas ... será?
Será que você sabe tudo sobre o assunto?
Acha que está imune e que nunca poderá acontecer com você?
De acordo com matéria exibida no Jornal Nacional em 01/12/2010, o Ministério da Saúde estima que 630 mil brasileiros sejam portadores do vírus HIV, sendo que entre eles, 255 mil não saibam que estão infectados.
Muitos casos, não é??
Que tal conhecer um pouco mais sobre o assunto e evitar que você faça parte dessa estatística?
Como acontece o contágio?
- transfusão de sangue;
- relações sexuais sem preservativo;
- compartilhamento de seringas ou objetos cortantes que possuam resíduos de sangue;
A Aids também pode ser transmitida da mãe para o filho durante a gestação ou amamentação.
Você sabia que a AIDS pode comprometer até a comunicação do indivíduo?
Com a deficiência do sistema imunológico, podem aparecer doenças oportunistas e comprometer órgãos vitais e em conseqüência disso algumas alterações que dificultam diretamente a FALA, como:
- problemas pulmonares que dificultam a respiração e a coordenação entre a respiração e a fala;
- Flacidez nos músculos vocais, que por sua vez afeta a voz,
Alterações em toda a cavidade oral, como infecções causadas por fungos e/ou bactérias que podem causar muita dor e dificuldade ao falar e deglutir (engolir);
- Problemas de audição, decorrentes de infecções de orelha e/ou do uso dos coquetéis antivirais usados para combater a doença, dificultando a acuidade auditiva e certamente a comunicação.
Infelizmente a única forma de estar livre do vírus HIV é a prevenção. Se você não se preveniu, que tal buscar um posto de saúde e fazer o exame? Lembrem-se, qualquer um pode ser portador do vírus HIV, então, protejam-se.
Escrito pela Fonoaudióloga da FIEB: Julyana Mendes Valário Assad (CRFa: 9062/T3R)
A campanha do Ministério da Saúde para o Dia Mundial de Luta contra a Aids (1º de dezembro), foca novamente na questão do preconceito. O slogan deste ano diz: Aids não tem preconceito, você também não deve ter. De acordo com o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, “os objetivos da campanha são a desconstrução do preconceito sobre as pessoas vivendo com HIV/aids e a conscientização dos jovens sobre comportamentos seguros de prevenção.”
O alvo da campanha – que inclui peças para rádio, mídia impressa, busdoor, outdoor, internet e redes sociais – são os jovens de 15 a 24 anos. De acordo com a Pesquisa de Comportamento, Atitudes e Práticas da População Brasileira (PCAP 2008), nessa faixa etária existe a maior incidência de parceiros casuais e um elevado índice (40%) que declara não usar preservativo em todas as relações sexuais.
No hotsite Todos contra o Preconceito, dá para conferir e baixar as peças da campanha. E ver os bastidores do ensaio fotográfico que reuniu jovens portadores do HIV e artistas como Carolina Ferraz, Rodrigo Santoro, Reynaldo Gianechini, Eduardo Moscovis.
Dados do Ministério da Saúde atualizados até junho de 2010, contabilizam 592.914 casos da doença registrados no Brasil desde 1980. A taxa de incidência oscila em torno de 20 casos de Aids por 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados 38.538 casos da doença. Em relação à forma de transmissão, entre os maiores de 13 anos de idade prevalece a sexual.
O Dia Mundial do Diabetes é comemorado no dia 14 de novembro. A campanha é uma iniciativa da Federação Internacional de Diabetes e da Organização Mundial de Saúde (World Health Organization) em parceria com a Sociedade Brasileira de Diabetes. 2010 é o segundo ano da campanha Diabetes: Educar para Prevenir. Este tema foi escolhido para os anos de 2009 a 2013. A intenção foi alertar a todos que estão envolvidos com o diabetes a controlá-lo.
Esta campanha teve por objetivo prevenir a Diabetes e melhorar a qualidade de vida daqueles com a doença já instalada. A grande maioria dos jovens portadores de diabetes não conhece a doença e suas complicações, tampouco o que fazer e o que evitar para levar uma vida normal com a doença. Um exemplo disso é que quase nenhum portador de diabetes triado realiza atividade física regularmente, e desconhece o benefício desta prática sobre o controle da doença. Outro fato ignorado são as complicações metabólicas e de desenvolvimento decorrentes do diabetes, como necrose de extremidades, coma e até o óbito.
Para aqueles que não têm diabetes, a prevenção é o melhor caminho, alertando sobre a importância da alimentação saudável, prática de exercícios físicos e controle de peso.
Nesta campanha centralizada no Dia Mundial do Diabetes, contamos com palestras informativas voltadas aos alunos, professores e funcionários da FIEB, além de plantão de dúvidas aberto a toda comunidade, com distribuição de material informativo.
Esperamos ter atingido o maior número possível de pessoas, portadoras ou não da doença, e ter contribuído para a melhoria da qualidade de vida de nossos alunos e funcionários. Todas as ações da Campanha de Diabetes na FIEB foram efetuadas com a orientação de profissionais de saúde da FIEB:
- Para o público em geral e pessoas com grande risco de ter diabetes: O objetivo foi aumentar a conscientização e disseminar recursos para ajudar na prevenção.
- Para quem tem diabetes: O objetivo foi divulgar ferramentas para melhorar o conhecimento da doença, a fim de entendê-la melhor e prevenir as complicações.
Em agosto de 2010, o Departamento de Educação em Saúde da FIEB realizou um levantamento epidemiológico em todas as unidades mantidas pela FIEB, de Ensino Fundamental, Médio e Técnico, e identificou até o momento, 16 (dezesseis) alunos já diagnosticados com a doença. A partir daí, um controle de cada aluno foi iniciado, com informações a respeito de taxa de glicemia, uso ou não de medicações, episódios de crises hiper ou hipoglicêmicas, realização de atividades físicas e finalmente, se há ocorrência de faltas devido à doença. Outras medidas foram tomadas, como cartões de identificação, dieta especial fornecida pela Prefeitura Municipal de Barueri e conscientização do núcleo familiar, entre outros.
As ações foram desenvolvidas nas unidades assistidas pelas técnicas em enfermagem, ou seja, EEFMT Maria Theodora P. Freitas, ITB Brasílio Flores de Azevedo, ITB Professor Munir José e ITB Professora Maria Silvia Melo Chaluppe. A campanha foi ampliada e realizada entre os dias 8 a 26 de novembro. Porém o monitoramento dos alunos é contínuo ao longo de todo o ano letivo.
Cartilha desenvolvida pela indústria farmacêutica "Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda."
As informações e sugestões contidas neste livro têm apenas finalidade educacional e informativa e traduzem o melhor entendimento dos conhecimentos disponíveis sobre o tema pelos colaboradores desta obra. Elas não substituem, em qualquer hipótese, o diagnóstico, o tratamento ou as recomendações do seu médico, nem devem servir de subsídio para automedicação. Somente o médico está apto a prescrever a melhor conduta para o seu caso.
Faça o download do folheto da turma da Bete, da Sociedade Brasileira de Diabetes. Ele traz diversas orientações sobre a doença e como tratá-la.
As informações e sugestões contidas neste livro têm apenas finalidade educacional e informativa e traduzem o melhor entendimento dos conhecimentos disponíveis sobre o tema pelos colaboradores desta obra. Elas não substituem, em qualquer hipótese, o diagnóstico, o tratamento ou as recomendações do seu médico, nem devem servir de subsídio para automedicação. Somente o médico está apto a prescrever a melhor conduta para o seu caso. As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta. A versão on-line pode ser acessada no site: www.diabetes.org.br
Ao clicar sobre a imagem, você será direcionado ao nosso perfil no Slideshare, onde poderá baixar o folheto em pdf. Se não estiver visualizando a imagem, clique aqui.
Cientistas testam "tinta" que, colocada debaixo da pele, indica níveis de açúcar no sangue dos pacientes.
Um dos maiores obstáculos ao controle da diabetes é fazer o paciente monitorar os níveis de glicose no sangue. A doença caracteriza-se pelo excesso da substância na corrente sanguínea, condição que pode levar a consequências como a cegueira. É por essa razão que os diabéticos devem medir a concentração de açúcar para evitar que ela atinja níveis ameaçadores. O problema é que essa medição é feita a partir de amostras de sangue, pequenas, é verdade, mas que submetem os doentes a uma desconfortável rotina de picadas com agulhas.
Algumas opções estão surgindo para acabar com o problema. A mais interessante é uma espécie de tatuagem, criada no Massachusetts Institute of Technology, nos EUA. Os cientistas desenvolveram partículas que, aplicadas debaixo da pele, apontam os níveis de glicose, depois registrados por um sensor que deve ser colocado sobre a pele (leia mais no quadro ao lado). O objetivo é que essa “tatuagem” permaneça no local pelo menos por seis meses, período no qual o paciente pode se esquecer das picadas diárias. “É possível ainda acompanhar as oscilações durante o dia, como após as refeições”, disse Michael Strano, um dos participantes do trabalho. Os pesquisadores planejam iniciar em breve os testes em animais.
MEDIÇÃO
O Paradigma transmite dados sobre glicose
No mesmo instituto, outro grupo examina o poder de um equipamento que revela as taxas de glicose a partir da leitura de vibrações emitidas pelas moléculas. Os dados são registrados com o uso de uma espécie de scanner que pode ser passado sobre o braço ou o dedo do paciente. A equipe está se preparando para iniciar ainda este ano os testes em seres humanos.
Na Universidade da Califórnia, a alternativa em desenvolvimento é um sensor implantado sob a pele. Além de identificar os níveis de açúcar, ele envia as informações a um aparelho que pode ficar na clínica do médico ou na casa do doente. Já existem em experiência instrumentos semelhantes. Porém, depois de um certo tempo, eles são envolvidos pelos tecidos do corpo, como se fossem encapsulados. Quando isso ocorre, perdem sua capacidade de aferição.
O sensor, ao contrário, permaneceu debaixo da pele das cobaias por 520 dias, sem sofrer esse processo. “Além disso, ele indica quando o paciente está próximo de entrar em hipoglicemia”, disse à ISTOÉ David Gough, um dos criadores do aparelho. Isso é importante. A baixa acentuada de açúcar traz riscos como a perda de consciência.
No Brasil, os pacientes têm à disposição um sistema que libera a insulina (hormônio que retira o excesso de glicose do sangue) e faz o monitoramento contínuo das taxas da substância a cada cinco minutos. Chamado de Paradigm Real-Time, o aparelho permite o envio das informações ao médico e também possibilita ao paciente acompanhar as oscilações da glicose em diferentes circunstâncias, como após as refeições ou os exercícios físicos.
Dietas, uso de insulina, entre outros cuidados, fazem parte da rotina de muitos pacientes diabéticos como forma de controle do nível de glicemia.
Mas, e os cuidados com a higiene oral? A presença de glicose na saliva pode favorecer o crescimento de algumas espécies bacterianas, levando não só à infecção da gengiva como também ao aumento constante da glicemia em pacientes diabéticos.
O paciente diabético pode apresentar algumas manifestações bucais típicas da doença:
Doença periodontal;
Xerostomia – É a diminuição do fluxo salivar. Aumenta o risco de cáries devido à acidez do meio bucal, sendo às vezes recomendado o uso de saliva artificial;
Alteração de paladar;
Disfunção da glândula salivar;
Infecções oportunistas como a candidíase;
Ardência bucal – queimação na boca e na língua;
Aftas.
A doença periodontal é uma infecção crônica que afeta as gengivas e o osso que suporta os dentes, podendo causar a perda dentária. Podemos citar dois tipos destas infecções:
Gengivite: a gengiva se torna vermelha, inchada e sangra com facilidade. É reversível com tratamento profissional e boa higiene oral;
Periodontite: É a forma mais severa da doença, em que os tecidos e ossos de suporte são atacados e destruídos, podendo levar a perda dental; Não é reversível, porém a doença pode ser estabilizada com tratamento periodontal, que consiste em raspagens subgengivais e desinfecção completa da boca através de uma nova terapia denominada FULL MOUTH (descontaminar as arcadas em no máximo dois dias, para depois começar o tratamento propriamente dito).
Pacientes diabéticos com doença periodontal além de apresentarem sangramento gengival, apresentam pior controle metabólico que diabéticos com gengivas saudáveis. Infecções periodontais podem, como qualquer outro tipo de infecção, dificultar o controle da glicemia do paciente, devido ao fato de que uma infecção aguda pode dispor resistência à insulina, desencadeando um processo de hiperglicemia crônica.
Porém, por falta de orientação, muitos diabéticos desconhecem a importância de uma boa higiene oral, não imaginando que uma boca saudável pode se transformar em uma excelente aliada no controle da glicemia.
A Academia Americana de Periodontia e a Fundação Internacional de Diabetes afirmam que a saúde bucal tem importância relevante para a saúde do paciente diabético, uma vez que a doença periodontal pode dificultar o controle da doença. Assim, os profissionais de odontologia e de medicina estão sendo motivados a trabalharem juntos.
Os profissionais de medicina devem esclarecer os pacientes sobre a importância da saúde bucal como forma de controle da glicemia e orieta-los a procurar um profissional de odontologia.
Uma vez orientado, o paciente diabético deve ficar atento ao atendimento no consultório odontológico, devendo o cirurgião-dentista seguir um determinado protocolo:
Perguntar ao paciente quais os medicamentos de uso frequente, pedir um hemograma completo e exame de glicemia em jejum; Radiografias de boca completa para uma avaliação óssea; Utilizar anestésicos sem vasos constritores, como a adrenalina, por exemplo. Esses tipos de anestésicos permanecem menor tempo na corrente circulatória evitando uma crise de hiperglicemia; Orientação de higiene bucal na tentativa de contribuir para redução dos riscos de complicações bucais, uma vez que a doença periodontal é a complicação mais frequente do diabético, estando presente em 75% desses pacientes; Tratamento periodontal e cirurgias devem preceder a administração sistêmica de antibiótico, melhorando o controle metabólico dos pacientes e a monitoração da glicemia antes, durante e depois dos procedimentos; Consultas curtas, no início da manhã, evitando crises de hipoglicemia. Assim, através da parceria médico-dentista, com esclarecimento e tratamento adequado, os pacientes serão beneficiados, tendo uma vida mais saudável.
Um acessório ligado ao videogame que mede a taxa de glicose das crianças. Essa é a invenção de um laboratório farmacêutico para aparelhos da Nintendo.
A idéia partiu do norte-americano Paul Wessel, pai de uma criança com diabetes tipo 1. Ele percebeu que o filho perdia o medidor glicêmico com frequência, mas sempre sabia onde estava seu aparelho portátil de jogos eletrônicos.
A expectativa do fabricante é que o aparelho torne o processo mais interessante e divertido para os pacientes mais jovens, garantindo sua utilização.
Diversas Funções
O aparelho medidor funciona ligado ao conector Slot-2 do videogame. Ao utilizar frequentemente o sistema, o jogador ganha pontos que podem ser usados para comprar itens e abrir níveis em um game específico para o produto.
Entre suas várias funções, está a possibilidade de salvar centenas de resultados, de tirar uma média dos últimos 14 dias e de fazer uso de um despertador.
Por enquanto, o produto, compatível somente com Nintendo DS e Nintendo DS Lite, não se encontra disponível comercialmente no Brasil. Em breve, será lançado nos Estados Unidos, sendo já vendido no Reino Unido. Ainda não há previsão para sua comercialização na América Latina.
A poluição do ar provocada por veículos já é acusada de provocar doenças cardiovasculares e agora poderá também levar a culpa por causar o desenvolvimento do diabetes tipo 2. Estudo realizado na Alemanha e publicado no jornal Environmental Health Perspectives analisou dados de mais de 1.700 mulheres não diabéticas que tinham 55 anos em 1985, quando a pesquisa foi iniciada. O estudo durou até 1994 e teve um seguimento em 2006. Nesse ano, 187 participantes foram diagnosticadas diabéticas tipo 2. O estudo utilizou dados de estações de monitoramento de emissão de gases para avaliar o nível de exposição das mulheres.
A exposição aos componentes da poluição veicular, particularmente dióxido de nitrogênio (NO2) e fuligem por partículas finas, foi significativamente associada ao maior risco de diabetes tipo 2. Esse risco variou de 15% a 42%, dependendo do nível de exposição aos poluentes, sendo maior quanto maior era a exposição. Morar num raio de 100 metros de estradas movimentadas mais do que dobrou o risco.
Os pesquisadores perceberam também relação entre poluição e diabetes com graus leves de inflamação. Eles fizeram medição de C3c, uma proteína do sangue que é um marcador de inflamação. As mulheres que apresentavam os maiores níveis de C3c no início do estudo foram justamente as que tiveram o risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2 relacionado à poluição. Apesar de o estudo ter sido focado apenas em mulheres, os pesquisadores admitem não ter motivo para eliminar a possibilidade de que os resultados podem ser similares em homens.
Faça o download do folheto “Diabetes – cuidados com os pés”.
Uma publicação do Ministério do Saúde.
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Faça o download da cartilha “Comida que cuida – o prazer na mesa e na vida de quem tem diabetes”, da empresa farmacêutica Sanofi-Aventis.
As informações e sugestões contidas neste livro têm apenas finalidade educacional e informativa e traduzem o melhor entendimento dos conhecimentos disponíveis sobre o tema pelos colaboradores desta obra. Elas não substituem, em qualquer hipótese, o diagnóstico, o tratamento ou as recomendações do seu médico, nem devem servir de subsídio para automedicação. Somente o médico está apto a prescrever a melhor conduta para o seu caso. As informações fornecidas não são individualizadas, portanto, um nutricionista deve ser consultado antes de se iniciar uma dieta.
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Faça o download da cartilha “Sou diabético. E agora?”. Ela traz diversas orientações sobre a doença e como tratá-la. Uma publicação da Aventis Pharma Ltda.
As informações e sugestões contidas neste livro têm apenas finalidade educacional e informativa e traduzem o melhor entendimento dos conhecimentos disponíveis sobre o tema pelos colaboradores desta obra. Elas não substituem, em qualquer hipótese, o diagnóstico, o tratamento ou as recomendações do seu médico, nem devem servir de subsídio para automedicação. Somente o médico está apto a prescrever a melhor conduta para o seu caso.
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No ano de 1982, a Assembleia Geral da ONU – Organização das Nações Unidas, criou um programa que visa atender as necessidades das pessoas com qualquer tipo de deficiência física, o Programa de Ação Mundial para Pessoas com Deficiência.
Dez anos depois, no dia 14 de outubro, a Assembleia instituiu o dia 03 de dezembro como o Dia Internacional do Deficiente Físico, para que pudessem conscientizar, comprometer e fazer com que programas de ação conseguissem modificar as circunstâncias de vida dos deficientes em todo o mundo.
Podemos considerar como deficiência física, quando alguma parte do organismo humano não apresenta um funcionamento perfeito, porém isso não pode ser considerado como diferença, pois existem várias pessoas com os mesmos tipos de limitações que as tornam normais dentro de suas possibilidades.
Com o passar dos anos, a deficiência passou a ser vista como uma necessidade especial, pois as pessoas precisam de tratamentos diferenciados e especiais para viver com dignidade. Sabemos que isso não acontece, pois o mundo não é adaptado para essas pessoas, que sofrem muito em seu dia a dia.
Construir rampinhas nas ruas é uma forma de mascarar o verdadeiro tratamento que os mesmos deveriam receber. Além destas, em nosso meio social deveria existir leitura em braile para atender os deficientes visuais; acesso aos ônibus e lugares públicos aos cadeirantes; que a população aprendesse a conversar na linguagem de libras, para atender os surdos/mudos; além de planos governamentais voltados para a saúde e reabilitação dessas pessoas, visando amenizar suas dificuldades bem como capacitá-las para a vida social, para o exercício da cidadania.
As escolas deveriam ter profissionais preparados para lidar com as limitações, assumindo maior compromisso com a formação dos professores, coordenadores e diretores, que muitas vezes não sabem como lidar com as necessidades especiais. É dever da escola promover conhecimento a fim de garantir o aprendizado de uma profissão, dando-lhes garantia e dignidade para o futuro.
Não adianta afirmar que a sociedade não está preparada. Passou da hora de arregaçarmos as mangas e tratar os portadores de necessidades especiais como pessoas normais, pois são normais embora tenham algumas limitações. Todas as pessoas são diferentes, assim como a cor dos olhos, dos cabelos, a raça, enfim, existem aquelas que apresentam as diferenças físicas, mas que são pessoas como outra qualquer.
Tratá-las com indiferença ou com desrespeito são formas de preconceito, previsto na Constituição do Brasil, assim como é direito desses estar incluídos na sociedade, pois são produtivos e capazes.
Podemos nos certificar das capacidades dos portadores de necessidades especiais nos jogos paraolímpicos, onde os mesmos atingem recordes e conquistam várias medalhas. Participam de várias modalidades esportivas, como atletismo, futebol, natação, basquete, dentre outras.
A sociedade já mudou muito nos últimos anos em relação às necessidades especiais, mas ainda temos muito que melhorar. Hoje em dia podemos ver essas pessoas trabalhando em empresas, como supermercados, lanchonetes, restaurantes, farmácias, escolas, pois a lei obriga que um percentual dos funcionários sejam portadores de necessidades especiais, como forma de garantir-lhes oportunidades no mercado de trabalho.
Dessa forma têm assegurado a integração social além de conviverem com valores de igualdade de oportunidades. Mas será que isso realmente acontece? Pensem nisso!
Departamento de Educação em Saúde da FIEB presta orientação contra o Diabetes
FIEB participa ativamente da campanha oficial do Dia Mundial do Diabetes com orientação por parte de profissionais de saúde
Em 14 de novembro comemora-se o Dia Mundial do Diabetes, doença que atinge cerca de 11% dos brasileiros. Pelo segundo ano consecutivo, a data tem sido exaltada por diversas ações que englobam a campanha oficial, intitulada “Diabetes: educar para prevenir”. Trata-se de uma iniciativa da Federação Internacional de Diabetes e da Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Sociedade Brasileira de Diabetes.
Engajada com a causa, a FIEB, por meio de seu Departamento de Educação em Saúde, promoveu uma série de iniciativas de orientação e prevenção no período de 8 a 26 de novembro nas unidades de Alphaville, Jd. Belval, Jd. Paulista e Engenho Novo. Foram realizadas palestras informativas aos alunos, professores e funcionários da FIEB, além de plantão de dúvidas com distribuição de material informativo, disponível a toda comunidade.
“Esperamos atingir o maior número possível de pessoas, portadoras ou não da doença, e contribuir para a melhoria da qualidade de vida de todos. Para aqueles que não têm diabetes, a prevenção é o melhor caminho, alertando sobre a importância da alimentação saudável, prática de exercícios físicos e controle de peso”, esclarece a coordenadora técnica de Educação em Saúde da FIEB, Dra. Ana Paula Minicheli José Martinelli.
Ana Paula conta que em agosto deste ano o Departamento realizou uma triagem em 100% dos alunos da FIEB e identificou os já diagnosticados com diabetes. A partir daí, foi iniciado o controle de cada jovem, com informações sobre taxa de glicemia, uso ou não de medicamentos, episódios de crises hiper ou hipoglicêmicas, realização de atividades físicas e, finalmente, se há ocorrência de faltas devido à doença. Foram tomadas outras medidas também, como cartões de identificação, dieta especial fornecida pela Prefeitura Municipal de Barueri e conscientização do núcleo familiar. Esse monitoramento é feito continuamente ao longo de todo o ano letivo.
“A maioria dos jovens portadores de diabetes não conhece a doença e suas complicações, tampouco o que fazer e o que evitar para levar uma vida normal. Um exemplo disso é que quase nenhum portador da doença triado realiza atividade física regularmente e desconhece o benefício dessa prática sobre o controle da doença. As complicações metabólicas e de desenvolvimento decorrentes do diabetes, como necrose de extremidades, coma e até o óbito são ignorados”, alerta a doutora.
O Departamento de Educação em Saúde da FIEB conta com enfermeiros, dentistas, psicopedagogos e fonoaudiólogos, sempre à disposição dos alunos e a postos nessa e em outras campanhas de orientação e prevenção de doenças, realizadas todos os meses. Esse trabalho tende a ampliar-se cada vez mais.