quarta-feira, 4 de abril de 2012

Nossas matérias


Cuidados e higiene do ouvido previnem infecções e outros problemas    


Há quem diga que é necessário e há quem diga que é melhor nem usar. O cotonete é um objeto de higiene que costuma causar polêmica entre médicos e pacientes. Para acabarem com os mitos sobre o assunto, otorrinolaringologistas do Hospital Iguaçu, Dr. Maurício Buschle e Dr. André Ataíde, explicam como deve ser usado e quais outros cuidados garantem a limpeza correta do ouvido, sem machucar.
A regra básica para a higiene do ouvido é usar o cotonete para a limpeza apenas da parte externa da orelha. Quando usado na parte interna, além do risco de lesões, estará empurrando a cera para o interior. Outra maneira de fazer a limpeza é com uma toalha, preferencialmente após o banho.
Não é necessário usar o cotonete diariamente. O excesso de limpeza dos ouvidos aumenta o risco de um acidente com o cotonete, como uma escoriação ou até a ruptura do tímpano, podendo causar perda de audição. Além disso, a cera é uma secreção protetora e até bactericida, sem a qual estaremos mais propensos a infecções de ouvido externo. Em crianças, assim como em adultos, não se deve nunca introduzir cotonetes ou outros objetos nos ouvidos. A limpeza deve ser feita com uma toalha macia na parte externa do conduto auditivo e nas orelhas.
Algumas pessoas produzem muita cera e, nesses casos, alerta o Dr. Maurício Buschle, deverão procurar o otorrinolaringologista para uma limpeza anual. “O mais indicado é que seja logo antes do verão, pois o maior contato com a água da piscina ou do mar faz com que se produza mais cera, além de dar uma sensação de ouvido entupido”, explica. Deve-se procurar um especialista quando tiver a sensação de ouvido entupido.
Em alguns casos, a falta de limpeza pode provocar o ouvido entupido e, nessas situações, um especialista deve ser procurado. Entretanto, a maioria das pessoas não precisa de uma limpeza específica feita por um profissional, basta a feita em casa com a toalha após o banho, que é considerada a melhor maneira de fazer a higiene do ouvido.

Eczema e otite
Por outro lado, existem as pessoas que produzem pouca cera e que apresentam ouvidos muito secos. Essas pessoas sofrem de um sintoma muito incômodo que é a coceira crônica dos ouvidos, também chamada de eczema.
As infecções de ouvido mais comuns são as otites externas por excesso de contato com água de piscina e mar, que muitas vezes estão contaminados. No inverno, em decorrência das gripes e resfriados, a infecção mais comum é a otite média aguda. Essa infecção ataca principalmente as crianças, que apresentam febre, dores de ouvidos, perda de audição transitória, além dos sintomas iniciais da gripe e nariz trancado com secreção.


Equipe de Enfermagem do ITB Prof. Moacyr Domingos Sávio Veronezi
João Batista Pereira Nunes (COREN: 005030)

Nossas matérias


Dicas simples para conservar a Audição. O que devo fazer?

  • Afastar-se do barulho o máximo possível;
  • Usar protetor auditivo individual quando o barulho for inevitável ou não puder ser paralisado;
  • Reduzir o tempo que você se expõe ao barulho;
  • Reduzir o barulho em sua fonte.

Equipe de Enfermagem do ITB Professora Maria Sylvia Chaluppe Mello
Rebeca Tamires Batista
Técnica em Enfermagem (COREN/SP 537663)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Nossas matérias


Perda Auditiva Induzida por Ruído

O termo ruído é usado para descrever sons indesejáveis ou desagradáveis. Quando o ruído é intenso e a exposição a ele é continuada, em média 85 decibéis (dB)  oito horas por dia, ocorrem alterações estruturais na orelha interna, que determinam a ocorrência da Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR). A PAIR é o agravo mais frequente à saúde dos trabalhadores, estando presente em diversos ramos de atividade, principalmente siderurgia, metalurgia, gráfica, têxteis, papel e papelão, vidraria, entre outros.

Sintomas:
  • Perda auditiva;
  • Dificuldade de compreensão de fala;
  • Zumbido;
  • Intolerância a sons intensos;
  • O trabalhador portador de PAIR também apresenta queixas, como cefaleia, tontura, irritabilidade e problemas digestivos, entre outros.

Quando a exposição ao ruído é de forma súbita e muito intensa, pode ocorrer o trauma acústico, lesando, temporária ou definitivamente, diversas estruturas do ouvido. Outro tipo de alteração auditiva provocado pela exposição ao ruído intenso é a mudança transitória de limiar, que se caracteriza por uma diminuição da acuidade auditiva que pode retornar ao normal, após um período de afastamento do ruído.

Consequências:
  • Em relação à percepção ambiental: dificuldades para ouvir sons de alarme, sons domésticos, dificuldade para compreender a fala em grandes salas (igrejas, festas), necessidade de alto volume de televisão e rádio;
  • Problemas de comunicação: em grupos, lugares ruidosos, carro, ônibus, telefone.
 
Esses fatores podem provocar os seguintes efeitos:
  • Esforço e fadiga: atenção e concentração excessiva durante a realização de tarefas que impliquem a discriminação auditiva;
  • Ansiedade: irritação e aborrecimentos causados pelo zumbido, intolerância a lugares ruidosos e a interações sociais, aborrecimento pela consciência da deterioração da audição;
  • Dificuldades nas relações familiares: confusões pelas dificuldades de comunicação, irritabilidade pela incompreensão familiar;
  • Isolamento;
  • Auto-imagem negativa: vê-se como surdo, velho ou incapaz.

Prevenção:
Sendo o ruído um risco presente nos ambientes de trabalho, as ações de prevenção devem priorizar esse ambiente. Como descrito anteriormente, existem limites de exposição preconizados pela legislação, bem como orientações sobre programas de prevenção e controle de riscos, os quais devem ser seguidos pelas empresas. Em relação ao risco ruído, existe um programa específico para seu gerenciamento:
  • Designação de responsabilidade: momento de atribuição de responsabilidades para cada membro da equipe envolvido;
  • Avaliação, gerenciamento e controle dos riscos: etapa na qual, a partir do conhecimento da situação de risco, são estabelecidas as metas a serem atingidas;
  • Gerenciamento audiométrico: estabelece os procedimentos de avaliação audiológica e seguimento do trabalhador exposto a ruído;
  • Proteção auditiva: análise para escolha do tipo mais adequado de proteção auditiva individual para o trabalhador;
  • Treinamento e programas educacionais: desenvolvimento de estratégias educacionais e divulgação dos resultados de cada etapa do programa;
  • Auditoria do programa de controle: garante a contínua avaliação da eficácia das medidas adotadas.

Tratamento e reabilitação:
Não existe até o momento tratamento para PAIR. O fundamental, além da notificação que dará início ao processo de vigilância em saúde, é o acompanhamento da progressão da perda auditiva por meio de avaliações audiológicas periódicas. Essas avaliações podem ser realizadas em serviço conveniado da empresa onde o trabalhador trabalha ou na rede pública de saúde, na atenção secundária ou terciária, que dispuser do serviço. A reabilitação pode ser feita por meio de ações terapêuticas individuais e em grupo, a partir da análise cuidadosa da avaliação audiológica do trabalhador. Esse serviço poderá ser realizado na atenção secundária ou terciária, desde que exista o profissional capacitado, o fonoaudiólogo.


Equipe de Enfermagem e Guarda-Vidas da EEFMT Professora Dagmar Ribas Trindade
Patrícia Martins de Mendonça (COREN: 021774)
Ligia Zangirolami Noronha (CREFI: 082886-G/SP)

Nossas matérias


Dia 27 de abril - Dia internacional de conscientização sobre o ruído

O ruído é a terceira maior causa de poluição ambiental e que afeta a saúde da população do mundo inteiro. A poluição sonora é realmente um problema de saúde pública, pois cada vez mais o ruído está incorporado em nossas vidas, como se fosse algo natural e inofensivo.
Com o ruído proveniente dos automóveis, buzinas, sirenes, eletrodomésticos, eletroeletrônicos, bares, shows e dos ambientes de trabalho, um número incalculável de pessoas passou a sofrer além de problemas auditivos, de dor de cabeça, hipertensão, alterações hormonais e insônia.
A Organização Mundial de Saúde – OMS refere que cerca de 120 milhões de pessoas no mundo desenvolvem perda auditiva por causa do ruído, cujo aumento da incidência se dá, inclusive, entre adolescentes.
Alguns efeitos negativos causados pela exposição ao ruído: Perda auditiva, insônia, estresse, depressão, agressividade, perda de atenção e concentração, perda de memória, dores de cabeça, aumento da pressão arterial, cansaço, gastrite e úlcera, queda no rendimento escolar e no trabalho.
Os efeitos da exposição ao ruído estão relacionados diretamente ao nível de intensidade do ruído, ao tempo de exposição da pessoa ao ruído e às peculiaridades de seu organismo. Suas conseqüências não são imediatas, porém, vão se acumulando e aparecendo com o tempo, por isso as pessoas não se dão conta da gravidade do problema.
A melhor forma de evitar os efeitos nocivos causados pelo ruído é a prevenção, portanto você deve:
  • Evitar frequentar ou permanecer em locais com muito barulho;
  • Evitar escutar música ou usar walkman ou mp3 player num volume alto;
  • Usar protetor auricular em locais de trabalho com muito ruído;
  • Fechar as janelas do veículo em locais de trânsito barulhento;
  • Evitar ficar próximo das caixas acústicas nos shows de rock.
Algumas dicas para saber se você está ou esteve, em um ambiente com intensidade sonora potencialmente lesiva à sua audição:
  1. Há necessidade de gritar em um determinado ambiente para se fazer ouvir?
  2. Ocorrem zumbidos após exposição a um som intenso?
  3. Apresenta a sensação de ouvidos cheios ou de diminuição da audição após a exposição sonora?
O ruído ao qual a população e os trabalhadores estão expostos e os prejuízos causados à saúde desta população, desperta a importância de se instituir políticas públicas voltadas para a diminuição da exposição das pessoas aos elevados níveis de ruído ambiental.
Saia deste barulho enquanto é tempo! 


Equipe de Enfermagem ITB Brasílio Flores de Azevedo
Amanda Ruas Almeida
Técnica de Enfermagem
COREN/SP 009.865

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Campanha de Abril

Durante o mês de abril falaremos sobre o ruído, e demais assuntos relacionados a audição!
Aguardem!