quarta-feira, 9 de maio de 2012

Nossas matérias


O que o tabagismo pode causar?

 

Doenças associadas ao uso dos derivados do tabaco:

  • Impotência sexual no homem;
  • Complicações na gravidez;
  • Aneurismas arteriais;
  • Úlcera do aparelho digestivo;
  • Infecções respiratórias;
  • Trombose vascular.
As doenças cardiovasculares e o câncer são as principais causas de morte por doença no Brasil, sendo que o câncer de pulmão é a primeira causa de morte por câncer. As estimativas sobre a incidência e mortalidade por câncer no Brasil, publicadas anualmente pelo INCA indicam que, em 2003, 22.085 pessoas deverão adoecer de câncer de pulmão (15.165 entre homens e 6.920 entre mulheres) causando cerca de 16.230 mortes. Desse total de óbitos, 11.315 deverão ocorrer entre os homens e 4.915 entre mulheres.
Porém, ao parar de fumar, o risco de ter essas doenças vai diminuindo gradativamente e o organismo do ex-fumante vai se restabelecendo.

Tabagismo passivo
Define-se tabagismo passivo como a poluição decorrente da fumaça de derivados do tabaco (cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo e outros produtores de fumaça) por indivíduos não fumantes, que convivem com fumantes em ambientes fechados. A fumaça dos derivados do tabaco em ambientes fechados é denominada de poluição tabagística ambiental (PTA).
E, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a maior em ambientes fechados e o tabagismo passivo, a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, subsequente ao tabagismo ativo e ao consumo excessivo de álcool (IARC, 1987; Surgeon General, 1986; Glantz, 1995).
O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina, três vezes mais monóxido de carbono, e até cinquenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.
A absorção da fumaça do cigarro por aqueles que convivem em ambientes fechados com fumantes causa:

 

1 - Em adultos não fumantes:

Maior risco de doença por causa do tabagismo, proporcionalmente ao tempo de exposição à fumaça;
Um risco 30% maior de câncer de pulmão e 24% maior de infarto do coração do que os não fumantes que não se expõem.

 

2 - Em crianças:

Maior frequência de resfriados e infecções do ouvido médio;
Risco maior de doenças respiratórias como pneumonia, bronquites e exacerbação da asma.

 

3 - Em bebês:

Um risco 5 vezes maior de morrerem subitamente sem uma causa aparente (Síndrome da Morte Súbita Infantil);
Maior risco de doenças pulmonares até 1 ano de idade, proporcionalmente ao número de fumantes em casa.
Fumantes passivos também sofrem os efeitos imediatos da poluição tabagística ambiental, tais como, irritação nos olhos, manifestações nasais, tosse, cefaléia, aumento de problemas alérgicos, principalmente das vias respiratórias e aumento dos problemas cardíacos, principalmente elevação da pressão arterial e angina (dor no peito). Outros efeitos a médio e longo prazo são a redução da capacidade funcional respiratória (o quanto o pulmão é capaz de exercer a sua função), aumento do risco de ter aterosclerose e aumento do número de infecções respiratórias em crianças.
Os dois componentes principais da poluição tabagística ambiental (PTA) são a fumaça exalada pelo fumante (corrente primária) e a fumaça que sai da ponta do cigarro (corrente secundária). Sendo, esta última o principal componente da PTA, pois em 96% do tempo total da queima dos derivados do tabaco ela é formada. Porém, algumas substâncias, como nicotina, monóxido de carbono, amônia, benzeno, nitrosaminas e outros carcinógenos podem ser encontrados em quantidades mais elevadas. Isto porque não são filtradas e devido ao fato de que os cigarros queimam em baixa temperatura, tornando a combustão incompleta (IARC, 1987). Em uma análise feita pelo INCA, em 1996, em cinco marcas de cigarros comercializados no Brasil, verificou-se níveis duas 2 vezes maiores de alcatrão, 4,5 vezes maiores de nicotina e 3,7 vezes maiores de monóxido de carbono na fumaça que sai da ponta do cigarro do que na fumaça exalada pelo fumante. Os níveis de amônia na corrente secundária chegaram a ser 791 vezes superior que na corrente primária. A amônia alcaliniza a fumaça do cigarro, contribuindo assim para uma maior absorção de nicotina pelos fumantes, tornando-os mais dependentes da droga e é, também, o principal componente irritante da fumaça do tabaco (Ministério da Saúde, 1996).


Fonte: Ministério da Saúde, Secretaria Nacional de Assistência à Saúde, Instituto Nacional do Câncer, Coordenação nacional do Controle do Tabagismo e Prevenção Primária do Câncer – INCA.

Equipe de Enfermagem EEFMT Professora Dagmar Ribas Trindade
Patrícia Martins de Mendonça (COREN: 021774)

Nossas matérias


Dia Mundial sem Tabaco: cigarro pode matar 8 milhões até 2030

O cigarro matou em 2011 quase 6 milhões de pessoas em todo o mundo – dessas, 600 mil são fumantes passivos. O número representa uma morte a cada seis segundos. Até 2030, a estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que 8 milhões de pessoas podem morrer em consequência do fumo.
A OMS classificou o tabaco como um dos fatores que mais contribuem para a epidemia de doenças não contagiosas como ataques cardíacos, derrames, câncer e enfisema. O grupo é responsável por 63% de todas as mortes no mundo. Dados indicam que metade dos fumantes deve morrer em razão de uma doença relacionada a esse hábito.
No Dia Mundial sem Tabaco, 31 de maio, a OMS listou avanços no enfrentamento ao cigarro. Entre os destaques estão países como o Uruguai, onde os alertas sobre o risco provocado pelo cigarro ocupam 80% das embalagens. A China, Turquia e Irlanda também receberam elogios por leis que proíbem o fumo em locais públicos.
Entretanto, menos da metade dos países que aderiram à Convenção de Controle do Tabaco (2003) e que enviaram relatórios à OMS registraram progresso no combate ao fumo. Apenas 35 de um total de 65, por exemplo, registraram aumento nos investimentos para pesquisas no setor.
Um estudo feito pelo Ministério da Saúde mostra que entre 2006 e 2010 a proporção de brasileiros fumantes caiu de 16,2% para 15,1%. Entre os homens, a queda foi maior – o hábito de fumar passou de 20,2% para 17,9%. Entre as mulheres, o índice permaneceu estável em 12,7%. Pessoas com menor escolaridade - até oito anos de estudo - fumam mais (18,6%) que as pessoas mais escolarizadas - 12 anos ou mais (10,2%).

Fonte:
Escrito pela repórter: Paula Laboissière

Equipe de Enfermagem ITB Brasílio Flores de Azevedo
Amanda Ruas Almeida
Técnica de Enfermagem
COREN/SP 009.865

terça-feira, 8 de maio de 2012

Nossas matérias


Hábito de fumar acomete parcela significativa dos idosos em São Paulo

Estudo da UNESP, USP e Unicamp revelou que a prevalência do hábito de fumar atinge 12% dos paulistas na terceira idade.
Em São Paulo, a prevalência do hábito de fumar atinge 12% dos indivíduos da terceira idade. Percentual compõe os dados de uma pesquisa desenvolvida entre a Universidade Estadual de Campinas, Universidade de São Paulo, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, em parceria com a Secretaria da Saúde do Estado. O estudo envolveu 1.954 idosos com 60 anos ou mais.
Pesquisadores estimam que o índice possa aumentar com o envelhecimento da população. Levantamento indicou maior prevalência de fumantes (17,5%) e ex-fumantes (47,6%) idosos no sexo masculino, o que, de acordo com o estudo, se deve a fatores históricos e socioculturais. "O tabagismo difundiu-se primeiramente entre os homens na segunda década do século 20 e tornou-se mais comum tanto para homens como para mulheres após a Segunda Guerra Mundial, resultando em prevalências diferentes nos diversos cortes de nascimento", explicam.
Entre os tabagistas, 42,7% começaram a fumar antes dos 16 anos e 30,6% entre 16 e 20 anos. Ainda no grupo de fumantes, 42,5% relataram consumir 20 ou mais cigarros diariamente e 36,8% fumam cinco a 19 vezes por dia. No que diz respeito às variáveis socioeconômicas e demográficas, a prevalência de tabagistas foi maior em homens entre 60 e 69 anos, não brancos, com renda menor ou igual a um salário-mínimo e em atividade ocupacional.
"A associação negativa do fumo com a renda tem sido atribuída a circunstâncias como o início mais precoce do tabagismo e a maior dependência e dificuldade de deixar o comportamento pela baixa motivação e pela falta de acesso a métodos adequados para a cessação desse hábito", observam os pesquisadores.


Equipe de Enfermagem EEFMT Profª Maria Theodora
Daniel Garacis de Oliveira – Técnico de Enfermagem (COREN: 2267155)
Nilce Soares de Oliveira – Técnica de Enfermagem (COREN: 488893)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Nossas matérias

A influência do álcool

Reprodução: http://www.cisa.org.br/UserFiles/Hangover%20Anatomy_PT1%281%29.jpg

 
Equipe de Enfermagem do ITB Prof. Moacyr Domingos Sávio Veronezi
João Batista Pereira Nunes (COREN: 005030)

Campanha de Abril - EEFMT Profª Dagmar

Seguem algumas fotos da Campanha Educativa e Preventiva realizada na EEFMT Professora Dagmar Ribas Trindade durante o mês de abril sobre o "Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído", comemorado no dia 27/04.

Queremos agradecer o imenso apoio recebido por parte da Direção Escolar, Professores, Funcionários, em especial à:
Rita Aparecida Fernandes Rezende,
Marcia de Azevedo Santiago e
Suely Sumiko Doi de Lima.


















 



sexta-feira, 4 de maio de 2012

Seguem algumas fotos da Campanha Educativa e Preventiva realizada no ITB Professora Maria Sylvia Chaluppe Mello durante o mês de abril, sobre o "Dia Internacional da Conscientização sobre o Ruído", comemorado no dia 27/04.