terça-feira, 24 de abril de 2012

Nossas matérias


DESCULPE-ME! NÃO ESCUTEI!

Antigamente a perda auditiva causada por ruído era mais comum em pessoas com idade avançada, porém temos visto, cada vez mais, jovens com problemas de audição e um dos motivos é que os jovens têm passado horas com seu fiel companheiro, o fone de ouvido, e geralmente com volume excessivamente alto.
Basta entrar num ônibus, andar pelas ruas e até mesmo no pátio da escola para notar o quanto os equipamentos, como o MP3, estão presentes no dia-a-dia de quase todos. Normalmente o volume desse equipamento é ajustado em locais com muito ruído, o que leva a utilizar um volume ainda maior, o que aumenta o risco de perda auditiva.
Uma vez que se perde a audição (perda auditiva causada por ruído) a mesma não será recuperada. Não tem volta!
Como a perda auditiva ocorre de forma gradual, o indivíduo só irá perceber que sua acuidade auditiva está reduzida quando o essa perda auditiva estiver em grau elevado e só aí irá procurar ajuda especializada.
Vamos refletir sobre nossa audição? Responda as questões abaixo e tente analisar como está a sua audição:
1- Você costuma pedir muitas repetições do que foi dito?
2- Você assiste televisão em volume muito alto?
3- Tem dificuldade para entender o que as pessoas falam, achando que sempre falam baixo demais?
4- Você sente zumbido (apito ou chiado) nos ouvidos?
5- Tem a sensação de que escuta o que as pessoas falam, porém não entende?
6- Nota dificuldades durante conversas ao telefone?
Se a resposta for sim para uma ou mais das questões acima é importante que procure um fonoaudiólogo e um otorrinolaringologista para a realização de avaliações necessárias e, em caso de perda auditiva, realização tratamentos e acompanhamentos pertinentes.
A prevenção é o melhor caminho!

Equipe de Fonoaudiologia do ITB Professor Munir José
Julyana Mendes Valário Assad (CRFa: 9062/T3R)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Nossas matérias


Fones de ouvido modernos são ameaça à audição

Os populares fones de ouvido usados com iPods e outros players de música podem ter design e praticidade superior aos volumosos fones externos que recobrem a orelha, mas fazem mais estragos aos ouvidos dos usuários, afirma um pesquisador norte-americano. "Ninguém sabe ao certo" os níveis de volume que os usuários ouvem música, mas "o que sabemos é que jovens gostam de música alta e raramente se preocupam com a possibilidade de perderem capacidade auditiva", disse Dean Garstecki, diretor do departamento de ciências da comunicação da universidade Northwestern, à Reuters Health.
Os fones de ouvido utilizados são colocados diretamente dentro do ouvido e podem ampliar a música em até 9 decibéis - algo comparável à diferença sonora entre um rádio-relógio e um cortador de grama, disse Garstecki. E para piorar a situação, os fones de ouvido geralmente não se encaixam perfeitamente no ouvido e permitem a entrada de som externo, o que faz com que os usuários aumentem ainda mais o volume do player de música.
Ao aumentar o volume para abafar o barulho externo as pessoas "não percebem que podem estar causando alguns danos" à audição, disse Garstecki. O risco não está restrito apenas aos usuários de players de música digital. Fones de ouvido são usados também em aparelhos de CD portáteis, celulares e walkmans. Fonoaudiólogos alertam sobre o potencial risco de perda de audição associada ao uso destes fones desde a década de 1980.
E agora, com durações de baterias maiores e elevada capacidade de armazenagem de música dos players de MP3 em relação aos aparelhos de CD e walkmans, os usuários passam mais tempo com eles no ouvido. "É a combinação de alta intensidade com longa duração que cria o problema com o iPod", disse Garstecki.
A eliminação dos atraentes fones de ouvido do iPod pela adoção de modelos externos com almofadas que recobrem a orelha pode ser uma medida impensável para os usuários preocupados com estilo. Para este grupo, Garstecki recomenda a prática da regra de 60%/30 minutos. Os usuários devem ajustar os volumes de seus players para níveis de não superiores a 60% da capacidade máxima de som e utilizar os fones por até 30 minutos por dia.
Quem usa os fones externos a um volume de 60% pode ouvir música de seus aparelhos por até uma hora por dia. Já aqueles que ouvem a volumes inferiores podem usar os dispositivos por muitas horas a mais.
Há também modelos de fones de ouvido que cancelam barulhos externos e são uma opção para quem quer estilo sem riscos à audição. Estes aparelhos, apesar de mais caros e mais visíveis, eliminam ou minimizam os sons do ambiente o que faz com que o usuário não tenha que aumentar o volume do player.

Fonte:

Equipe de Odontologia ITB Professor Hércules Alves de Oliveira
Dra. Fabiana Ferreira Nardi (CRO: 76774)
Dra. Paola Batista Artioli (CRO-SP: 76588)
ASB: Daysi Janette Marin (CRO: 16204)

Nossas matérias


RUÍDO EM CONSULTÓRIOS ODONTOLÓGICOS PODE CAUSAR PERDA AUDITIVA?

A perda auditiva induzida por ruído (PAIR) é uma perda auditiva neurossensorial, predominantemente coclear, de característica irreversível. Esta doença ocorre devido a uma história prolongada de exposição ao ruído de alta intensidade e tem evolução gradual e progressiva. A perda auditiva ocorre quando há uma impossibilidade de recepção do som por lesão das células ciliadas da cóclea e inicia-se em frequências altas, geralmente em 4000 Hz. Cessada a exposição ao ruído, a perda auditiva tende a se estabilizar.
A PAIR atinge inicialmente frequências agudas, sendo que as primeiras dificuldades surgidas são de ouvir campainhas e toques de telefone. Posteriormente, com o avanço da doença, surgem às dificuldades em todas as frequências, por isso o diagnóstico muitas vezes é tardio.
Esta é a doença ocupacional de maior incidência e a maior causa evitável de perda auditiva no mundo, segundo LOPES FILHO e CAMPOS. Os controles auditivos periódicos de indivíduos expostos, bem como os níveis de intensidade sonora permitidos por 8 horas de exposição diárias ao ruído são no máximo de 85 decibéis.
Os odontologistas são profissionais da saúde expostos a diversos ruídos em seus consultórios, produzidos e emitidos por canetas de alta e baixa rotação, sugador, compressor, cuspideira, peça reta, fotopolimerizador, autoclave e ar condicionado, contudo são as primeiras às consideradas como tendo maior potencial lesivo à orelha humana. Em virtude disso, diferentes estudos têm analisado a relação entre a intensidade dos ruídos no consultório odontológico, a carga horária do profissional, o tempo de atividade profissional e a perda auditiva nesses profissionais. O que se constata na maioria deles é que, mesmo expostos a níveis de intensidade sonora menores que 85 decibéis, mas com tempo de exercício de profissão superior a cinco anos, apresentam perdas auditivas.
Para prevenir o desencadeamento ou agravamento da perda auditiva ocupacional, deve ser realizado um controle audiológico anual através de no mínimo uma audiometria.
Após estudos, verificou-se que apesar da exposição contínua aos ruídos do consultório odontológico, foi constatado que esses níveis de ruído ainda ficam abaixo dos níveis considerados prejudiciais à saúde humana. Mesmo assim, seria melhor para estes profissionais que pelo menos o barulho do alta rotação fosse eliminado, pois além do ruído extremamente desagradável, ainda há o fator medo provocado nos pacientes em virtude deste ruído. Ainda bem que há pesquisas muito promissoras com relação à substituição parcial ou total do alta rotação, por meio da utilização de outras técnicas de remoção de cárie, como por exemplo o uso do laser, que tem se mostrado muito útil em várias outras utilizações na odontologia, como nos tratamentos  de canal, cirurgias, tratamento da hipersensibilidade dentinária, etc. Com o avanço da tecnologia, podemos aguardar boas novidades para diminuição do ruído dos aparelhos odontológicos, assim como já vem ocorrendo com os aparelhos de uso doméstico, hoje bem menos ruidosos do que eram há alguns anos atrás.

Para a realização deste texto foi realizada consulta ao trabalho abaixo citado:
Ar Lourenço EA, Berto JMR, Duarte SB, Greco JPM. Ruído em Consultórios Odontológicos pode Produzir Perda Auditiva? Arq. Int. Otorrinolaringol. 2011;15(1):84-88. Ano: 2011  Vol. 15  Num. 1  - Jan/Mar - (13º)

 EEFMT Professora Maria Theodora Pedreira de Freitas
Dra. Maria Lucia Bertolozzi (CRO: 36134)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Nossas matérias


Dia Internacional da Conscientização do Ruído

O ruído é considerado um agente físico de risco ocupacional.
Agentes de risco físico ocupacionais são as diversas formas de energia a que possam estar expostos os trabalhadores.
A saúde ocupacional é uma divisão da medicina preventiva que trata da saúde do trabalhador no ambiente de trabalho.
A exposição intensa e prolongada ao ruído reduz a capacidade auditiva do trabalhador e atua desfavoravelmente sobre o estado emocional do individuo com consequências para o equilíbrio psicossomático.
Quanto mais elevados os níveis encontrados maior o número de trabalhadores que apresentarão surdez profissional.
O ruído elevado influi negativamente na produtividade, além de ser o causador indireto de acidentes do trabalho, quer por causar distração ou mau entendimento de instruções, quer por mascarar avisos ou sinais de alarme.
Por isso trabalhadores expostos a níveis elevados de ruído deverão fazer uso de protetores auriculares, exames audiométricos periódicos e orientados quanto ao risco a que estão expostos.

Bibliografia:
Souza, Rogério Alves de. Guia de estudo: Saúde Ocupacional. Rogério Alves de Souza, Ubiratan Vieira de Medeiros. Campinas: Mundi Brasil, 2007. 78p (Curso de Especialização Odontologia do Trabalho)

Equipe de Odontologia do ITB Professor Moacyr Domingos Sávio Veronezi
América Cristiane Leal do Nascimento (CRO: 74265)
Cristiane Costa (CRO: 54125)
Marilda Aparecida Lopes (CRO: 15137)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Nossas matérias


Os Riscos do Uso Incorreto de Fones de ouvido

Ouvir música é um hábito que causa prazer para a maioria das pessoas. A música relaxa, diverte e distrai em meio a tantas situações estressantes do dia a dia e por isso muitas pessoas usam  e abusam dos aparelhos portáteis com fones de ouvido.
Entretanto, a perda auditiva, zumbido e a dificuldade de compreender o que está sendo falado em uma conversa são as consequências mais perigosas do uso excessivo dos fones de ouvido. O volume do som e o tempo de utilização são os principais fatores que estão relacionados aos problemas auditivos.
A longo prazo, o hábito causa danos irreversíveis aos ouvidos. Além disso, os fones criam uma espécie de isolamento acústico, que não permite o usuário ouvir os sons a sua volta, aumentando os riscos de acidentes devido à falta de atenção. Independente do modelo seja o de inserção (que são colocados dentro da orelha) ou o de concha, o abuso na utilização dos fones prejudica a audição de forma lenta e progressiva. O indivíduo vai perdendo a capacidade de ouvir aos poucos, sem perceber. Como os sintomas diretamente ligados a audição surgem apenas quando o problema já está avançado, o tratamento não consegue reverter os danos. Dores de cabeça, insônia e até aumento da pressão podem sinalizar que o corpo está em uma situação de estresse causada pelo excesso de ruído.
A Sociedade Brasileira de Otologia afirma que 20% da população sofrem com problemas de zumbido o que, no Brasil, significa cerca de 30 milhões de pessoas. Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 5% dos casos o problema foi causado pelo mau uso desses aparelhos.
Um sintoma de que algo não vai bem com seus ouvidos (além de zumbidos) é a dificuldade de se entender o que as pessoas falam, ou não ficar satisfeito com o volume de uma música mesmo já estando em um volume alto. As freqüências que captam os sons agudos (de 3 a 6 KHz) são mais frágeis por isso, em geral, a perda de audição afeta primeiro a percepção dos agudos.
A perda auditiva pode ser transitória ou contínua quando se trata do volume muito alto da música. Exemplos simples de perda transitória são aquelas pessoas expostas por certo tempo em ambiente fechado ou aberto com volume excessivamente alto, como são os casos de casas noturnas e shows. Essas pessoas poderão sofrer com a perda temporária da audição, voltando depois. Ainda assim é importante alertar para que façam exames periódicos e um repouso auditivo. Já no caso da perda contínua, e essa é a mais grave, pois não há recuperação da audição.
Sendo assim, para ouvir música com fones de ouvido sem causar danos à audição o recomendado é ir até no máximo 60% da capacidade de volume do aparelho por no máximo 1 hora de tempo de exposição, seguido de um período de repouso acústico.
Não é recomendado utilizar os fones em locais barulhentos, como ônibus ou ruas movimentadas, pois nesses ambientes a tendência é aumentar o volume para que o som possa competir com o barulho externo.  O melhor é optar por uso de fones com maior isolamento acústico.
Outra medida também é a de não escutar música com o fone em um único ouvido, pois o hábito pode levar à perda auditiva assimétrica, que se desenvolve gradativamente no decorrer dos anos e que com o tempo pode levar à surdez.
Vários músicos já deram seus depoimentos sobre traumas permanentes em seus aparelhos auditivos, como: Eric Clapton, Phill Collins, Rogério Flausino entre outros…
Sendo assim, evite o uso dos fones de ouvido por longos períodos de tempo e não ouça suas músicas com volume alto.

Fontes:

Equipe de Odontologia da EEFMT Profª Dagmar Ribas Trindade
Dr. Fábio Augusto Baságlia (CRO-SP: 47327)
Dra. Patrícia Fernanda Ramalho Spina (CRO-SP: 80193)
ASB: Raquel Aparecida de Oliveira (CRO-SP: 1583)